sexta-feira, 14 de maio de 2021

Politica sazonal

A maioria dos partidos, com a exceção daqueles que conseguem ter eleitos hibernam durante cerca de 3 anos e de forma sistemática.

O PPM - Partido Popular Monárquico, onde eu orgulhosamente me integro, sofre desta mesma maleita de forma recorrente.

Sabemos que os nossos lideres não são profissionais, sabemos que a atividade partidária consome muito tempo e dinheiro. Mas, não somos nós cidadãos dedicados a servir o partido? As pessoas? O Portugal que queremos? A nossa causa?

A intervenção politica deve ser constante, deve ter um fio condutor público e consecutivo para que as nossas ideias, nossos propósitos sejam de todos conhecidos e sigam  a linha condutora que nos norteia. Somos o PPM.

Mantemo-nos e felizmente na linha politica que é seguida desde a fundação do partido, nesse sentido estamos bastantes passos na frente de outros partidos que adaptam o discurso á situação adulterando o inicial pensamento na simples perspetiva de com isso conseguirem alguns votos mais.0 Nada se consegue se não formos coerentes desde o inicio e estando cá para continuar a servir o partido e nunca pensando em nos servir dele.

No meu partido, Eu, sinto a falta de uma intervenção mais "musculada" na vida ativa politica Portuguesa. Saberá quem nos dirige  os caminhos que traça ou traçou, e que com certeza nos levarão áquilo que almejamos.

A comunicação é por estes dias importante, a disseminação  dos nossos ideais, daquilo que acreditamos é importantíssima. Acredito que começam a estar reunidas as condições para que num futuro muito próximo nos alavancaremos para este objetivo.

agrada-me e muito ver que no nosso PPM começamos a ter diversidades  de ideias ou formas de servir o partido  e que o tornará mais forte. Venha a salutar discussão de ideias.








segunda-feira, 10 de maio de 2021

  COMO NASCEU O PPM

Ao surgir na vida política portuguesa, em 23 de Maio de 19741 por iniciativa da Convergência Monárquica, o Partido Popular Monárquico (PPM) congregava as várias forças políticas que tinham formado a Convergência por ocasião das eleições de 1969, e especialmente logo depois delas.

Essas forças eram, essencialmente, as seguintes: Movimento Monárquico Popular, de existência anterior a 1957, e que vivia em relativa clandestinidade, actuando como movimento revolucionário contra o Estado Novo, em particular na revolta de 10/11de Março de 1959.

Liga Popular Monárquica, nascida em 1964, predominantemente consagrado aos estudos de cultura política e à reflexão activa sobre as vicissitudes da vida nacional, e à organização de base territorial.

Renovação Portuguesa que surge em Maio de 1969, com um manifesto subscrito por largas dezenas de personalidades e que se lança na acção política a partir de um almoço em Santarém em 13 de Julho do mesmo ano, também como movimento de estudos políticos e de intervenção.

Juntamente com esses três movimentos, logo a seguir secundados pela Juventude Monárquica, entram para a Convergência e seguidamente para o PPM muitas individualidades isoladas, opostas ao anterior regime.  

Na sua maioria, as pessoas que compunham a Convergência Monárquica ou que vieram a entrar, por diversas vias, para o PPM, tinham tido actividade no seio da Causa Monárquica, de cuja orientação se foram dissociando, por a julgarem praticamente concluída com o Estado Novo e o «Estado Social».

A dissensão tornara-se mais flagrante a partir de 1961, em que várias personalidades monárquicas, muitas delas pertencentes ao Movimento Monárquico Popular, constituíram uma lista de candidatura às eleições para a Assembleia Nacional. Essa lista, encabeçada por Fernando Amado, era também integrada por Mário Pessoa, Manuel Ramos Ferreira, Francisco de Sousa Tavares, Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco de Vasconcellos e Sousa, Fernando Vaz Pinto, Maria Ofélia Portugal da Silveira, João Camossa, José Paulo de Almeida Monteiro, António Moutinho Rúbio e Rodrigo da Costa Félix. Sob pretextos de mera burocracia, o Estado Novo impediu essa lista monárquica de concorrer às urnas.

Após uma tentativa frustrada, em 1965, já em 1969 apareciam monárquicos conscientemente dispersos por três listas de Oposição a Comissão Eleitoral Monárquica, de Lisboa (C.E.M.), formada a partir da Liga Popular Monárquica e da Renovação Portuguesa e apoiada por boa parte do Movimento Monárquico Popular; a Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEÚD), em que figuravam alguns nomes mais ou menos vinculados a esse último Movimento e ainda à Comissão Democrática Eleitoral (CDE). Pela sua importância na trajetória da política monárquica, recorda-se a constituição da lista proposta pela CEM: Francisco Rolão Preto, Joaquim Toscano de Sampaio, Francisco Lopes Roseira, Luiza Manoel de Vilhena, Fernando Sylvã, Luiz Vaz de Sampaio, Henrique Barrilaro Ruas, Fernando Costa Quintais, Fernando Teixeira Viana, Fernando Honrado, António Pardete da Fonseca e Manuel Jorge de Magalhães e Silva.

Imediatamente após o 25 de Abril, a Convergência Monárquica foi considerada pela Junta de Salvação Nacional como um dos movimentos políticos de oposição ao regime deposto e por isso chamados à definição da nova ordem política, ao lado da CDE (futuro MDP) e da SEDES, a que, pouco depois se juntariam o Partido Comunista Português; o Partido Socialista e o embrião do que será o CDS. Todavia o PPM não veio a ficar em pé de igualdade no que diz respeito à formação do primeiro Governo Provisório, embora a Convergência tenha sido ouvida pela Comissão Coordenadora do MFA (em nome da Junta de Salvação Nacional) acerca dos princípios orienta­ dores da constituição desse Governo. Esse relativo afastamento da área do Poder foi, no entanto, parcialmente compensado pela chamada de Gonçalo Ribeiro Telles para subsecretário de Estado do Ambiente. Convidado a título pessoal, sempre Gonçalo Ribeiro Telles se considerou de certo modo representante do seu Partido, através de uma experiência que atravessou todos os Governos Provisórios menos o V.

Foi em Fevereiro de 1975 que a situação do Partido Popular Monárquico ficou juridicamente formalizada, por despacho, do Supremo Tribunal de Justiça. Neste ano, o PPM apresentou listas de candidatura às eleições para a Assembleia Constituinte por quase todos os círculos do Continente.

Foi durante este período que o PPM divulgou a nível nacional as suas ideias em matéria de desenvolvimento sustentado, ecologia e poder local. Assim o princípio monárquico surgia, e surge, acompanhado de elementos de manifesta actualidade, que reforçavam o seu significado político.